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Pesquisadores descobrem fungo que pode reduzir uso de agrotóxicos na agricultura

Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) descobriram um fungo que é capaz de conter o avanço de pragas em plantações de arroz, tomate, soja e cana-de-açúcar – algumas das espécies mais cultivadas no Brasil. O fungo Waitea Circinata é obtido em raízes de uma orquídea do Cerrado, a descoberta pode causar uma pequena revolução na agricultura local, uma vez que o Brasil é hoje um dos principais mercados compradores de agrotóxicos ‘altamente perigosos’ do mundo, segundo um levantamento financiado pelo Greenpeace.

“O fungo foi obtido a partir de três raízes de orquídea do cerrado. Primeiro avaliamos no laboratório e no arroz cinco doenças que foram controladas. Selecionamos duas doenças do arroz (brusone e queima da bainha) mais importantes, para avaliação nas plantas, cujo controle pelo fungo descoberto foi de 95% e 60%, respectivamente”, explica a professora Leila Garcês de Araújo, coordenadora da pesquisa.

O estudo é conduzido pelo Laboratório de Genética de Microrganismos (LGM) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFG.

“Para o controle destas doenças no Tocantins e no sul do Brasil utiliza-se até 18 pulverizações de agrotóxicos que afetam a saúde humana causando câncer e o meio ambiente. Nas experiências com as plantas do arroz o controle destas doenças foi de 95% e 60%, respectivamente. No tomate houve controle de 83% da doença nematoide nas galhas, na cana e na soja, as pesquisas são promissoras e estão em andamento” reitera.

Coleta de três raízes de orquídea do cerrado para obtenção do fungo e o fundo, Waitea Circinata crescido em laboratório, em Goiânia, Goiás — Foto: Universidade Federal de Goiás (UFG)/Divulgação

Novo produto

A pesquisadora explicou que para o desenvolvimento de um novo produto a partir deste fungo gasta-se em média 10 anos. “Fizemos a pesquisa, mas para chegar até o produtor rural e à nossa mesa foi feito um acordo de pesquisa entre a UFG e a empresa nacional de controle biológico em junho de 2020. Serão investidos R$ 486 mil para custeio, equipamentos, casa de vegetação e bolsas de estudos. Acreditamos que, em 5 anos, o produtor poderá usar para controle das doenças citadas.

Fontes: UFG, G1, Mais Goiás

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