Quanto mais você abraça seus filhos mais o cérebro deles se desenvolve, aponta estudo

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É sabido que a troca de afeto físico, principalmente entre pais e filhos, é determinante para o desenvolvimento emocional e até mesmo físico das crianças – e poucos gestos são tão carinhosos quanto um caloroso abraço. Uma pesquisa, no entanto, sugere que o efeito dos abraços pode ir muito além do prazer e da saúde emocional: podem ajudar ao desenvolvimento cerebral. Em suma, quanto mais os pais abraçam os filhos, mais e melhor os cérebros se desenvolvem.

Segundo o estudo, o segredo está na ocitocina, também conhecido como “hormônio do amor”. Durante um abraço, o hipotálamo produz esse importante neurotransmissor, secretado pela glândula pituitária. A ocitocina atua como facilitador de vínculo, afeto e empatia entre pessoas, estimulando os centros de prazer e recompensa como base neurológica para as ligações sociais. A descoberta recente, realizada pelo Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, confirma que, para além do bem-estar físico, a ocitocina ajuda no desenvolvimento da estrutura cerebral que permite a transmissão de células do cérebro para a corrente sanguínea.

Segundo Dr. Gil Levkowitz, cientista do Instituto, a ocitocina comanda a formação de novos vasos sanguíneos no cérebro do bebê, especialmente na glândula pituitária, que controla processos psicológicos como estresse, crescimento e reprodução. A conclusão é que a maneira mais fácil de liberar a ocitocina é através da troca mais íntima de afeto – como entre pais e filhos. Assim, a importância do abraço vai muito além do bem-estar físico e psicológico – ele é determinante para o crescimento físico da criança em todos os sentidos, para o resto da vida.

Texto de Vitor Paiva, via Hypeness

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