17 fotos que mostram como era a vida dentro do prédio que desabou em SP

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Você sabia que no Brasil há mais casas vazias do que gente que precisa de casa? Ocupar não é crime. Crime é ganhar salários acima do teto e ainda aceitar auxílio moradia. Crime é ter que lutar pelo básico, como se moradia, saúde e educação fossem privilégios e não direitos iguais.
A professora Lidiane Maciel, pós-doutora em sociologia pela Unicamp, publicou no Facebook fotos da ocupação do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou após um incêndio ocorrido na terça-feira (1) em São Paulo. E com as fotos o seguinte texto:
“A ocupação do prédio da Polícia Federal é composta por cerca de 400 pessoas, entre elas migrantes internos e internacionais (das nacionalidades são do Marrocos, Congo, Senegal, Haiti, Filipinas), entre os migrantes internos temos baianos (Salvador) paraibanos, paranaenses, capixabas e cariocas. A maioria dos moradores disseram que ocupam o prédio há oito anos.

São 12 andares ocupados, cada andar tem cerca de 6 domicílios.

Os moradores se empregam em trabalhos formais e informais vinculados a limpeza e serviços gerais, são vendedores ambulantes também.Trabalham majoritariamente no centro da cidade.

A estrutura das moradias é bastante precária. Há muito lixo em alguns andares como restos de móveis, restos de materiais de construção como privadas e tijolos, no entanto, alguns andares são demasiadamente limpos e possuem uma estrutura bem organizadas, com casas com cortinas, área de convivência coletiva e plantas.

A cozinha e banheiros são comunitários.

O serviço de água e luz chega somente até o quinto andar, obrigando os moradores dos outros andares a descerem para recarregar seus baldes para o uso cotidiano.

Há uma portaria controlada por uma senhora que outros moradores disseram ser uma ex-artística de telenovelas.

Chama atenção as famílias monoparentais (Filhos e mãe), há muitos homens solteiros que lá moram, havia muitas crianças brincando nos corredores também.

Há regras de convivência e limpeza fixadas nas paredes de cada um dos andares. Elas falavam do tipo de vestimentas de homens e mulheres e sobre a limpeza das áreas comuns. Histórias pessoais descritas em outros documento” – Lidiane Maciel

Segundo notícia vinculada na Rede Brasil, propagandas para venda de apartamentos de prédios vizinho à ocupação, apagava digitalmente o prédio que desabou. Tal “coincidência ” nos leva a refletir sobre como incêndios em áreas ocupadas têm sido convenientes às grandes empreiteiras.

 

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