O que fazer quando as pessoas julgam o seu jeito de criar filhos? Não importa como você escolha criar seus filhos, você sempre será criticado, seja na cara dura ou pelas costas. Ter um membro da família criticando sua paternidade não é confortável, até mesmo um comentário improvisado de um estranho pode causar constrangimento e até raiva. E algumas vezes, ocasionalmente, surgem críticas que podem ser uma coisa muito boa a ser apreciada e aplicada.

Entretanto, o que mais acontece conosco é receber as críticas em formato de ofensa, depreciação, julgamentos e condenações. A chave é descobrir o que devemos receptar como aprendizado e o que relevar e ignorar.

5 perguntas pra fazer a si mesmo quando alguém julga o seu jeito criar filhos

Fazer essas 5 perguntas a si mesmo pode ajudá-lo a distinguir entre conselhos úteis e críticas inúteis e aprender a respondê-las com inteligência emocional. Confira:

1 – Eu pedi conselhos?

Antes de se irritar com um comentário que soa como uma crítica, considere: Eu abri essa porta realmente pedindo a opinião da pessoa? Ou este é realmente um conselho não solicitado? Se você não pediu o conselho e não gostou do que ouviu, você pode simplesmente ignorar. Mas se você pediu, de alguma forma, um conselho, aceite o fato de a pessoa tem uma opinião sobre o assunto e mesmo que você não concorde, deve respeitá-la.

Se você considerar que precisa de conselho, verbalize que tipo de apoio você precisa:

  • Esclareça o que você precisa: Em vez de perguntar a um amigo ou membro da família o que eles pensam, peça especificamente por seu apoio. Você pode dizer: “Eu decidi fazer tal coisa. Eu sei que você pode não concordar, mas o que eu preciso de você é que me ouça sem julgamentos”.
  • Esteja disposto a ouvir os conselhos que pedir: buscar conselhos requer humildade para reconhecer que está vulnerável. Certifique-se de que você realmente está disposto a ouvir até o que não gosta de ouvir.
  • Procure ouvir pessoas que são mais informadas sobre o assunto: você descobrirá que diferentes familiares e amigos são ótimos recursos para diferentes tópicos. Por exemplo: Se você está sofrendo de baixa produção de leite, procure uma pessoa que já amamentou ao invés de uma que nunca amamentou.

2 – Qual é a intenção dessa pessoa?

Quando você receber um conselho não solicitado que pareça que a pessoa meteu o dedo na ferida, respire fundo, tome 7 goles d’água e enquanto engole reflita sobre quem é aquela pessoa: ela opinou porque realmente se importa com você e sua família? Ela sabe quem é você e suas lutas?

Diante de suas reflexões comece a estabelecer limites claros de relacionamento

Se a a pessoa que está criticando parece ter intenções positivas, você deve conter uma reação excessivamente defensiva. Pondere o mérito da questão e aceite os conselhos ou suavemente concorde com o direito da pessoa de discordar e rejeite os conselhos dela.

Pode ser bastante útil nesse momento se concentrar na importância daquela pessoa na sua vida e não em seus conselhos. Mas se você achar que não pode deixar de lado ou ignorar seus comentários, estabeleça limites. Da maneira mais positiva possível, deixe a pessoa saber que você está confortável com os métodos parentais que você tem e que você não está procurando conselhos sobre o assunto.

3 – Será que eu entendi direito?

Às vezes é fácil cometer o erro de interpretar mal os conselhos. Adicionamos significado ou emoção que nunca foi pretendido por quem disse. Reproduzimos a interação em nossas mentes e, às vezes, analisamos precipitadamente o que foi dito.

Isso acontece muito em conversas eletrônicas, em especial, as mensagens de textos que podem sair da pessoa com uma conotação e ser recebida com outra. A pessoa do outro lado, pode estar escrevendo de se imaginando dizer com afeto, mas quem recebe, pode ‘escutar’ como se a outra pessoa estivesse dando um sermão. Em casos, assim, opte sempre por gravar áudios, ligar ou conversar pessoalmente.

5 – Será que eu não estou sendo ignorante?

Faça uma pausa para considerar se realmente o que a pessoa tem a disse possa fazer sentindo. Talvez o assunto seja um tópico delicado para você, ou você realmente tenha um problema com a pessoa e não com o conselho. Às vezes, como pais, temos nossos mecanismos de autodefesa. Podemos ficar frustrados com o comportamento de nossos filhos, mas levantamos nossas guardas quando outra pessoa fala sobre o assunto.

É importante observar e respeitar o seu próprio momento de vida. Pois, ás vezes nos encontramos em estágios de estresse, seja no trabalho ou em casa mesmo, e dessa maneira temos a impressão de que tudo que fazemos está na balança alheia. Como se todas as pessoas, em especial os da família, estão constantemente, nos julgando.

Logo, se você não está num bom momento de suas melhores reflexões acerca da educação de seus filhos, mesmo porque não está num bom momento de si mesmo, pode ser que precise de ajuda e mesmo que não queira admitir, tente ao menos o seguinte:

Ouvir sem responder: Isso é difícil, mas tente: apenas ouça, sem sentir que precisa justificar suas escolhas como mãe/pai/tutor. Você pode dizer a pessoa que este tópico faz você se sentir um pouco desestruturada e que você precisa ouvir encorajamento em vez de críticas.

Lembre-se que ao reservar um tempo para pensar antes de reagir, você pode realmente encontrar alguns insights úteis e evitar um confronto desnecessário.

5 – O que um profissional diria?

Este último tópico é muito importante. É de escrever e colar no espelho para ler sempre que você mesmo começar a julgar a si mesmo. Porque ninguém, (ênfase em “ninguém”), tem um manual inconteste de como criar filhos sem cometer erros. E quanto a isso, está tudo bem. Tudo bem não saber de tudo e tudo bem buscar ajuda de profissionais qualificados.

Desde de perguntas simples como: ‘Quando devo começar os desfralde?’ até ‘Quando devo falar sobre drogas e sexualidade com meus filhos?’, você pode e deve consultar especialistas.

E se a internet trouxe coisas boas, uma delas é o acervo interminável de artigos, vídeos de entrevistas, podcasts, documentários, livros, filmes… feitos por profissionais qualificados em cada área do desenvolvimento humano e estão bem ao nosso alcance. Nunca tivemos tamanha chance de estamos tão próximos de pediatras, neuropediatras, psicólogos pediatras, psicopedagogos e etc. Você pode segui-los no Youtube, no Instagram, no Facebook e até no TikTok. Além, é claro, de artigos em sites confiáveis.

Logo faremos para vocês, uma lista sobre estes sites e profissionais em educação parental. Aguarde.

Da redação de Portal Raízes. Neuropsicopedagoga responsável, Clara Dawn.

 

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