À medida que as filhas chegam à idade escolar, os pais se tornam ainda mais importantes para sua saúde física, psicológica e social. “É poderosa a influência que os pais têm na formação das opiniões de suas filhas sobre sua própria autoimagem, valores, sexualidade, relacionamentos e seu direito de determinar o curso de suas próprias vidas”, diz diz Gary Brown, terapeuta de família e casamento licenciado em Los Angeles.

E há muitas coisas que os pais podem fazer para lutar pelo fim do sexismo, mas talvez o mais significante de todos seja criar suas filhas a exigirem igualdade de direitos entre os gêneros e, dessa forma, criar um mundo onde mulheres e homens tenham a mesma chance de realizar seus sonhos, livres de estereótipos.

Esta aqui 5 coisas que pais fortes ensinam suas filhas. Eles ensinam que:

1 –  A igualdade de direitos começa em casa

Você não pode transmitir uma característica que não possui, então se você quer que sua filha exija um mundo onde ela tenha os mesmo direitos que os homens, certifique-se de assumir uma parte igual da labuta doméstica em casa.

2 – Dão liberdade para filha cuidar de si mesma

Você é pai, então é claro que você quer proteger sua filha, mas se você quer que ela aprenda a navegar pelo mundo com confiança, você precisa expressar (e demonstrar) sua crença de que ela tem a capacidade de lidar com seus próprios desafios. Isso significa deixá-la cuidar de si mesma e se até mesmo se frustrar, às vezes.

3 – Passeiam com a filha em campos dominados por homens

Trabalha em engenharia, finanças ou construção? Então você tem uma vantagem quando se trata de expor sua filha a áreas da vida que ela poderia concluir que são “para meninos”. Mas mesmo que seu escritório seja uma mistura igual de gêneros, há muito que você pode fazer para comunicar que todas as áreas de atuação estão abertas às mulheres.

4 – Conversam com a filha sobre sexismo

Seu primeiro impulso pode ser proteger sua filha da realidade desagradável do sexismo (atitude de discriminação fundamentada no sexo da pessoa), mas, por exemplo, falar sobre como lidar com um professor que dá mais atenção a meninos do que ás meninas,  pode refletir que as meninas devem exigir que suas vozes também precisam ser ouvidas.

5 – Criam um diálogo aberto

Em um mundo onde as vozes das mulheres são frequentemente desvalorizadas ou mesmo silenciadas, o simples ato de discutir tópicos importantes abertamente e respeitosamente com sua filha pode ensinar a ela uma lição valiosa – você tem o direito de falar o que pensa e sua opinião é tão válida e valorizada quanto qualquer outro. Uma dica super importante é criar uma palavra chave para os momentos de perigo e/ou angústia.  Vocês podem, por exemplo, usarem a palavra “trovão” e quando a menina estiver sendo importunada no parque, ou até mesmo na casa de parentes ou coleguinhas, ela pode lhe dizer: ‘pai aqui tem trovão’.

6 – Ensinam a filha que ela é dona de seu corpo 

Desde bem pequena, você deve ensinar a sua filha sobre os limites e consentimentos que ela deve exigir dos outros em relação ao seu corpo, como por exemplo, ser beijada, ser abraçada, ser tocada em qualquer parte do corpo, ser fotografada e/ou ser obrigada a fazer essas coisas com outras pessoas. Até mesmo parentes próximos devem pedir a ela permissão para tocá-la. Você não faz ideia do quanto de abusos sexuais podem ser evitados quando a criança é empoeirada sobre ser a única dona de seu corpo. A palavra chave nesses casos também é muito necessária.

7 – Respeitam e validam as emoções, sentimentos e pensamentos da filha

“Se você escutar e validar as emoções da sua filha, ela será uma mulher resiliente. Se a criança nasce e convive num ambiente hostil, terá poucas chances de aprender a lidar com suas emoções, pensamentos e sentimentos. E quando as durezas da vida lhe acontecer ela não terá inteligência psicoemocional para lidar com elas. É importante ressaltar que independentemente das condições sociais em que se vive, o que determina quem seremos na vida adulta é a forma afetuosa em que nossas emoções, pensamentos e sentimentos são aceitos, escutados, validados, respeitados e não julgados na infância”, afirmou a neuropesquisadora, especialista em prevenção ao suicídio na infância, Clara Dawn.

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