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8 sinais de que seu filho pode ter transtorno bipolar

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No que consiste o transtorno bipolar em crianças? O transtorno bipolar afeta o humor e a energia das crianças provocando mudanças bruscas em suas emoções. É uma doença grave e sua terminologia não pode ser levada na brincadeira para diagnósticos empíricos como se uma pessoa fosse bipolar só porque, ás vezes, tem alterações de humor.

Mas se você percebeu que seu filho tem alterações de humor muito intensas e constante; se ele tem mudanças extremas de comportamento? Tem períodos muito tristes e, de repente, mostra-se com entusiasmo e com uma alegria exagerada? Se este tipo de comportamento acontece de forma constante e faz parte de uma rotina diária, talvez seja o momento de saber mais sobre o transtorno bipolar em crianças.

Nem todas as mudanças repentinas e intensas de humor em crianças significam que esse transtorno realmente exista. Isso só pode ser confirmado por um especialista em saúde mental após uma avaliação adequada. Apesar da maioria dos casos serem diagnosticados em crianças mais velhas e em adolescentes, pode acontecer em qualquer idade. Entretanto, a avaliação só pode deve ser feita por um psiquiatra de criança adolescente. Este é o primeiro passo para um diagnóstico bipolar.

Aqui estão oito sintomas que podem justificar uma visita a um profissional de saúde mental:

1 – Episódios Maníacos 
Alguns sinais de que seu filho pode estar sofrendo episódios maníacos, de acordo com a Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente (AACAP): elevações irrealistas na auto-estima, como sentimentos de ter poderes especiais de super-heróis; aumenta a energia e diminui a necessidade de sono, ou pode ficar sem dormir por dias sem se sentir cansado; raciocínio rápido e conversas repetidas e comportamentos de alto risco, como promiscuidade sexual, direção imprudente ou, se adolescente, abuso de álcool e/ou outras drogas.

2 – Episódios Depressivos
A AACAP descreve esse estado anormal para crianças ou adolescentes como tendo baixa energia, fadiga, baixa concentração e diminuição do prazer em atividades favoritas; diminuição do apetite ou grande mudança nos hábitos alimentares; queixas de doenças físicas, como dores de estômago e dores de cabeça e pensamentos de morte ou suicídio.

3 – Raiva e mais Raiva
Todas as crianças ficam com raiva periodicamente, mas as crianças ou adolescentes com transtorno bipolar tendem a sentir raiva em um nível muito intenso. Isso pode se manifestar em violência, possivelmente atacando os outros ou destruindo seus brinquedos. Como as crianças com raiva bipolar geralmente não são capazes de controlar suas explosões, essas emoções se transformam em raiva severa que pode durar horas.

4 – Flutuações severas no humor
As crianças bipolares são mais propensas a ter ciclos rápidos, indo e voltando entre um humor deprimido e um humor maníaco durante um curto período de tempo ou até mesmo no mesmo dia. É comum ver um padrão de flutuações severas no humor, energia e rotinas diárias, que levam à dificuldade de funcionar na escola, com amigos ou em casa, diz Helena Verdeli, PhD, assistente de prof. de psicologia clínica na Universidade de Columbia.

5 – Voos de Fantasia
Embora sejam menos comuns que os sintomas de ira e raiva, crianças ou adolescentes experimentam exaltação, grandiosidade ou mania, e isso pode ser um sinal importante em uma avaliação inicial, diz o especialista em pesquisa bipolar Eric Youngstrom, PhD. Ele pergunta aos pais se seu filho está sendo excessivamente tonto e bobo em momentos inesperados, como a hora de dormir e nas primeiras horas da manhã, e se “a exaltação está acontecendo com muita frequência, intensamente ou durando muito tempo”.

6 – Predisposição genética 
“A maioria das crianças tem uma história familiar de transtorno de humor ou bipolaridade”, de acordo com a psiquiatra infantil Dr. Rosalie Greenberg.; As chances de desenvolver transtorno bipolar aumentam se os pais ou irmãos da criança tiverem o transtorno. Mas o papel da genética não é absoluto e uma criança de uma família com história de transtorno bipolar pode nunca desenvolver o transtorno.

7 – Mudanças na escola
De acordo com a National Alliance on Mental Illness, os sintomas em adolescentes apontam para problemas escolares. Eles podem experimentar uma queda nas notas, desistir das equipes esportivas ou de outras atividades, ser suspensos da escola ou presos por brigas ou uso de drogas, envolver-se em comportamento sexual de risco ou falar sobre morte ou até mesmo suicídio. Converse com o professor do seu filho ou o orientador para determinar se eles estão vendo comportamentos semelhantes na escola como o que você está vendo em casa.

8 – Diferenças em doenças semelhantes
Os profissionais de saúde mental podem precisar peneirar o transtorno bipolar de outros sintomas semelhantes de doenças. “Por exemplo, se uma criança com DDA, também chamado de TDA (Transtorno de Déficit de Atenção) ou ainda TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) tiver insônia, ela estará cansada no dia seguinte; uma criança com bipolar [que não dormia] não sente necessidade de dormir ”, explica Benjamin Goldstein, MD, PhD, psiquiatra do Instituto de Pesquisa Sunnybrook, em Toronto. A hipersexualidade é outro marcador bipolar, pois é um sintoma de mania, mas não é característico da DDA.

Em suma, se o seu filho sofre de um transtorno bipolar, você deve saber que o tratamento é similar ao utilizado em adultos. O tratamento pode ajudar a controlar os sintomas e funciona melhor quando é contínuo e não interrompido. Os medicamentos costumam ser úteis para a estabilização do humor.

Com o tratamento adequado, as crianças que sofrem deste transtorno devem melhorar ao longo do tempo. Entretanto, costuma ser normal tentar várias vezes antes de encontrar o tratamento ideal para cada pessoa.

Fontes pesquisadas:

  • Revista BPHOPE de estudos sobre transtorno bipolar
  • Comeche Moreno, Mª Isabel. Manual de terapia de conducta en la infancia. Dykynson-Psicología. Madrid, 2012.
  • American Psychiatry Association (2014). Manual diagnóstico y estadístico de los trastornos mentales (DSM-5), 5ª Ed. Madrid: Editorial Médica Panamericana.
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