100 mil: a dor dos familiares revelada na exaustão integral dos médicos e enfermeiros

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Após seis meses a descoberta do novo coronavírus em Wuhan, na China, o mundo atinge o marco de 19.477.290 mil vítimas da covid-19, doença desencadeada a partir do vírus. De acordo com mapeamento da Universidade Johns Hopkins, referência no acompanhamento global da pandemia, 723.531 pessoas morreram em todo mundo desde o início da pandemia. A marca é puxada por Brasil e Estados Unidos, que estão no topo do ranking que consolida as mortes por coronavírus no mundo. Ambos são considerados epicentros da pandemia no mundo.

No Brasil o total de óbitos registrados é de 100.240, com 2.988.796 casos da doença provocada pelo coronavírus, até a última atualização desta matéria em 08/08, às 18:27. Primeira morte por Covid-19 no Brasil foi registrada há quase cinco meses, em 12 de março. O coronavírus deixou mortos em 3.692 dos 5.570 municípios brasileiros, ou 66,2% do total.

Se você não aguenta mais ouvir falar de coronavírus, imagine quem está na frente da batalha e os familiares dos que perderam as suas vidas?

O suicídio de uma médica de Nova York que atendia pacientes com Covid-19 chamou atenção para um problema pouco debatido: a piora da saúde mental dos profissionais da saúde em meio a pandemia. Ainda não há estudos sobre isso, mas especialistas afirmam que com o aumento de mortes de colegas de trabalho pela doença, associado ao medo do contágio, às exaustivas jornadas de trabalho e a lida direta com parentes das vítimas, quadros emocionais e psiquiátricos tendem a se agravam consideravelmente até depois que a pandemia acabar. Bem como todas os familiares que além de perder seus entes para a doença, ainda precisam lidar com o próprio medo de estarem contaminados e vivência diária com a desesperança.

O Drauzio Varella em entrevista ao Em Ponto, da GloboNews afirmou que chegamos a essa tragédia por um acúmulo de erros que tem repetido no decorrer da pandemia”.  Ele disse ainda que já vivenciou várias epidemias, mas nunca viu uma com as características do coronavírus que provoca uma grande variedade de quadros clínicos. “Dos que contraem o vírus, 40% não sentem coisa alguma, 40% tem sintomas gripais, que podem ser leves, moderados ou graves, mas essas pessoas se curam sozinhas; 20% de casos mais graves que precisarão ser hospitalizados e desses, alguns vão morrer. Então é um vírus que ao mesmo tempo deixa uma pessoa assintomática completamente, provoca a morte de outra”.

Falta de testagem e substantificações

Enquanto nos Estados Unidos e no Brasil ainda se avalia se já houve um pico da doença, na Europa o temor é com uma segunda onda de contaminação. Há também problemas como a subnotificação, já que países como o Brasil optaram por uma política de saúde pública que não foi voltada para a testagem em massa, diferentemente de nações como a Coreia do Sul e o Reino Unido.

Em termos de testagem por milhão de habitante, o Brasil averiguou cerca de 13 mil pessoas. O abismo que nos separa de outros países pode ser notado quando comparamos este número com o do Reino Unido, que testou 135 mil pessoas a cada milhão de habitantes, segundo o site Worldometers.

Em 6 meses de pandemia todos os cientistas concordam que só a vacina acabará com ela

Em 6 meses de pandemia todos os cientistas concordam que só a vacina acabará com o vírus, entretanto 4 grandes e importantes descobertas foram realizadas. No vídeo abaixo, Adriano Brito destaca quatro descobertas da ciência durante um semestre de pandemia: o genoma do novo coronavírus e suas as mutações; o papel dos receptores ACE-2 na expansão da doença pelo corpo e os resultados do experimento no vilarejo italiano de Vo Vechio que chamaram atenção para a transmissão assintomática da covid-19. Confira:

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