Abusada pela mãe, maridos, diretores e obrigada a fazer abortos: a triste vida de Judy Garland

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Não há lugar como o nosso lar; Totó, eu tenho a impressão de que não estamos mais no Kansas”. Estas falas são do clássico “O Mágico de Oz”, de 1939. Filme que lançou uma das atrizes mais famosas da história do cinema: Judy Garland.

A garota, que olhava com um olhar infantil para um mundo mágico, cheio de encantos, tem, nos bastidores de sua história, uma triste trajetória que mostra como a indústria do cinema historicamente abusou de suas estrelas. As informações são do site Iconografia da História.

Judy passou a fazer sucesso após o filme de 1939. Antes dos testes para o papel principal, sua mãe abusava de sua mente para mantê-la sempre no padrão estético das estrelas da época. Obrigou a garota a aprender a fumar e a frequentar festas onde homens ricos e poderosos se reuniam.

Com 19 anos, já com bastante sucesso, Judy se casou com seu primeiro marido, para escapar da casa da mãe, que era extremamente abusiva e controlava todo o seu dinheiro. Grávida aos 6 meses de relacionamento, foi coagida pela MGM a realizar um aborto, pois a indústria explorava o “ar infantil” da atriz. Segundo seu contrato, uma gravidez faria com que sua carreira despencasse, já que teria que alterar o perfil de seus personagens para “Mulher Fatal”, tipo de personagem que, segundo a indústria da época, não se encaixava com Judy. Foram dois abortos por conta de contratos.

A atriz também desenvolveu transtornos mentais devido aos papéis que interpretava nos filmes, sempre encarando personagens com menos idade do que ela tinha. O ar de pureza impedia que a artista pudesse amadurecer papéis e diversificar trabalhos.

Judy durante os últimos anos de vida

O segundo casamento de Judy foi com o cineasta Vincente Minnelli, que era um homem violento e a traía com homens. Não durante muito tempo passou por outro casamento, com um alcoólatra também muito violento. Após deixá-lo, Judy se envolveu com Mark Herron, que a traiu com o marido da própria filha.

Com a quantidade de abusos sofridos, Judy se viciou em cocaína, barbitúricos e remédios para emagrecimento. Consumida pelo álcool e já com poucos trabalhos para realizar, a artista sofreu uma overdose e faleceu aos 47 anos de idade. Bem longe do fim do arco-íris da magia de Oz, Judy teve uma vida cinzenta, com relacionamentos abusivos e muita violência de gênero. Sua vida não foi em OZ, nem no Kansas, foi num inferno na terra. (Referências: People, The list e Refinery)

 

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