Cinzas de Stephen Hawking ficarão junto às de Darwin e Newton

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A morte de uma figura como Stephen Hawking, falecido aos 76 anos na semana passada, vai reverberar por muito tempo. Responsável por avanços fundamentais para o desenvolvimento humanoo astrofísico vai ter suas cinzas enterradas ao lado de ninguém menos que Charles Darwin e Isaac Newton.

A cerimônia vai acontecer em um dos locais mais simbólicos possíveis, a Abadia de Westminster. Construída em 1050, a igreja é oficialmente anglicana desde 1534, quando Henrique VII instaurou o que ficou conhecido como a Reforma Anglicana. Localizada no centro de Londres, é palco de corações de reis e rainhas na Inglaterra, sendo a última de Elizabeth II, em 1953.

Tem mais, a abadia abriga ainda o túmulo de figuras fundamentais para a história do Reino Unido, como 17 monarcas, escritores, políticos e cientistas. Por exemplo, John Thomas, que descobriu o elétron, morreu em 1940 e foi o último cientista enterrado na Abadia de Westminster. Responsável pela revolução científica no século 18, o físico Isaac Newton foi enterrado lá em 1727. Já Charles Darwin, o pai da teoria da evolução, foi sepultado no local em 1882.

A honraria é tão rara, que esta é a primeira vez em 30 anos que uma figura pública será enterrada na abadia. Por meio de comunicado entregue aos jornalistas, o reitor da Abadia de Westminster, John Hall, disse que será realizada uma cerimônia de Ação de Graças em homenagem ao cientista ainda este ano.

“É inteiramente apropriado que os restos mortais do professor Stephen Hawking sejam enterrados na Abadia, perto de colegas cientistas distintos”.

Durante seus 76 anos de vida, Stephen Hawking foi autor de grandes descobertas, como aexplicação da existência e densidade dos buracos negros. Antes de sair de cena, deixou mais um presente para os seres humanos, um estudo científico defende como realidade a ideia de um universo paralelo.

Portador de uma doença rara e que paralisa progressivamente as atividades musculares do corpo, Hawking contrariou previsões médicas de que morreria em cerca de um ano.

Por Kauê Vieira, via Hypeness

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