20 postais propagandas de 1900 a 1914 que mostram como o machismo foi disseminado

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O caminho entre os direitos das mulheres e as lutas para a igualdade das minorias em geral estiveram sempre entrelaçados. Na época do Brasil Colônia (1500-1822), pouco foi conquistado. Vivia-se uma cultura enraizada de repressão às minorias, desigualdade e de patriarcado. As mulheres eram propriedade de seus pais, maridos, irmãos ou quaisquer que fossem os chefes da família. Nesse período, a luta das mulheres era focada em algumas carências extremamente significativas à época: direito à vida política, educação, direito ao divórcio e livre acesso ao mercado de trabalho.

A luta pelo direito ao voto chegou ao Brasil em 1919, através da bióloga Bertha Luz, que trouxe estes ideais de Paris. Junto com a militante anarquista Maria Lacerda de Moura, Bertha fundou a Liga Pela Emancipação Intelectual da Mulher, que mais tarde se tornaria a Federação Pelo Progresso Feminino. Assim, depois de anos de luta e reivindicações, em 1930 o direito ao voto das mulheres foi instituído no Brasil pelo então presidente Getúlio Vargas. Assim foi instituído o dia 3 de novembro como o Dia da Instituição do Direito ao Voto da Mulher no Brasil.

Os postais propagandas de 1900 a 1914 disseminavam o machismo

Estes postais vintage (1900 a 1914) eram usados como propaganda contra o sufrágio feminino e as sufragistas. O direito de voto era visto como uma ameaça direta aos valores da família e ao lugar do homem na sociedade, mostrando-o muitas vezes em casa a tomar conta dos filhos e a limpar a casa.
Estes postais pertencem ao arquivo de Catherine H. Palczewski, professora na Universidade de Iowa do Norte, que os tem colecionado ao longo dos últimos 15 anos.

Quero votar, mas a minha esposa não me deixa. | No quadro: Todos trabalham menos a mãe: ela é uma sufragista.
Origem e desenvolvimento de uma sufragista. Aos 15 uma princesinha, aos 20 uma coquete, aos 40 ainda não se casou, aos 50 uma sufragista.
Quando as mulheres votarem. O trabalho do marido: segunda dia de lavar a roupa, terça remedar a roupa, quarta limpar a casa, quinta esfregar o chão, sexta ir ao mercado, sábado outros tipos de trabalho e domingo ainda mais trabalho.
Que divórcio?
No dia das eleições!
Não se preocupe, o pior ainda está para vir.
A vida é um aborrecimento, um atrás do outro.
Isto não é um trabalho de homem.
O lugar de uma mulher é em casa.
O que eu faria às sufragistas.
A mãe ganhou o hábito.
Não fiz nada, mas não o volto a fazer.
As sufragistas a atacarem um policial.
A descarregar no marido: digo-te que vamos ter o direito de voto.
Sufragistas que nunca foram beijadas.
Enigma: encontre o chefe de família
Ninguém gosta de mim por isso vou ser uma sufragista.

As Sufragistas: “Nós não queremos quebrar as leis. Nós queremos fazer as leis”

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