Coronavírus: a verdade está nos fatos de quem está sentindo na pele

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A pandemia do novo coronavírus tem sido marcada por diversas características, como a transmissão do vírus por pessoas sem sintomas, o gigantesco impacto econômico, as quarentenas de milhões de pessoas e o acompanhamento em tempo real do avanço da doença pelo mundo.

Para tornar o volume extraordinário de dados em informações compreensíveis para a população, especialistas, veículos jornalísticos e autoridades de saúde criaram sites interativos nos quais é possível acompanhar quase em tempo real a evolução do número de infectados e mortos por dia e localidade, entre outros dados.

A globalização é a melhor e a pior coisa que nos aconteceu

Pela primeira vez em tempos de globalização digital que o mundo vivencia uma epidemia em tempo real. Todas as mídias, várias vezes ao dia, todos os dias, em todo o planeta, fala sobre o novo coronavírus, que causa a doença covid-19. E como não poderia ser diferente as pessoas ficam também expostas a uma enxurrada de notícias falsas, de notícias sensacionalistas, de notícias que usam o sofrimento e terror para alcançar cliques. E assim, todos se perguntam de fato em quem confiar, quem estará dizendo a verdade?

Ora, a verdade sempre está nos fatos. E quem descreve os fatos são aqueles que os vivenciam. Por isso, os verdadeiros mensageiros do coronavírus são aqueles que estão no centro dos enfrentamentos: nossos parentes e amigos que estão em países mais atingidos. Assim podemos ter 3 certezas:

  • Está de fato acontecendo uma pandemia de covid-19: Uma pandemia implica uma transmissão sustentada, eficaz e contínua da doença simultaneamente em mais de três regiões geográficas diferentes. Já podemos estar nesta fase, mas isso não é sinônimo de morte, pois o termo não se refere à taxa de mortalidade do agente infeccioso, mas à sua transmissibilidade e extensão geográfica.
  • Pode sim, ser fatal: A taxa de mortalidade por Coronavírus de Wuhan é menor que a SARS e MERS, mas ainda comparável à pandemia de gripe espanhola de 1918, explica Neil Ferguson, professor de biologia matemática do Imperial College London. “É uma preocupação significativa, globalmente”, diz Ferguson, já que ainda não entendemos completamente a gravidade.
  • Mas podemos preveni-lo: O vírus pode ser inativado das superfícies com uma solução de etanol (álcool 62-71%), peróxido de hidrogênio (água oxigenada a 0,5%) ou hipoclorito de sódio (lixívia a 0,1%), em apenas um minuto. A lavagem frequente das mãos com água e sabão é a maneira mais eficaz de evitar o contágio.

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