Desmatamento da Amazônia cresceu em julho 278% em relação a 2018

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Não é de hoje que estamos testemunhando descontrole e crimes ambientais na região amazônica. Porém, queimadas recordes e seus efeitos nos deixaram em alerta, não só entre ambientalistas, mas em todos os que lutam pela preservação da natureza.

A floresta amazônica está há dias ardendo em chamas, e chegou a registrar o maior número de queimadas em sete anos. Apenas entre janeiro e agosto são 72.843 pontos mapeados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Número 83% maior do que no mesmo período de 2018.

Em apenas um ano o desmatamento da Amazônia aumentou 278%. Em julho de 2018, foram 596,6 km² e este ano, desproporcionais 2.254,8 km². Isto significa que o desmate observado em julho equivale a mais de um terço de todo o volume desmatado nos últimos 12 meses.

O levantamento leva em consideração 3 categorias de corte de vegetação como medida para evitar distorções e são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter) – ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) responsável por fiscalizar o desmatamento.

Imagens de satélite da NASA dão a dimensão da magnitude do problema. Parte do mapa brasileiro está coberto por uma densa névoa acinzentada. Fumaça que vem de Rondônia; do Acre, que declarou estado de alerta ambiental e de Amazonas, que decretou situação de emergência na região sul e na zona metropolitana de Manaus por causa do fogo.

Os dados chocam e chamam atenção do mundo. O Ministério do Meio Ambiente da Alemanha acaba de suspender o financiamento de projetos para a proteção florestal, em razão do aumento do desmatamento da Amazônia.

Impunidade a crimes ambientais, retrocesso em políticas ambientais e o crescimento da criação de gado na região, explicam porquê nunca se desmatou tanto. Florestas inteiras vêm sendo substituídas por pastos. Somente a AgroSB Agropecuária é dona de uma área de 145 mil hectares na região. Países como Alemanha e França já ameaçaram embargo econômico durante cobranças públicas para que o Brasil controle a situação.

Dia virou noite

Além dos dados científicos, a situação ganhou destaque pelos efeitos sentidos na maior cidade do Brasil. São Paulo viu o dia virar a noite às 15h da tarde de uma segunda-feira fria de inverno.

O fenômeno, segundo meteorologistas, é resultado do encontro de uma névoa de fuligem das queimadas com uma frente fria. O efeito não escureceu apenas o céu. Inúmeros registros de água suja, com partículas de fuligem, foram compartilhados nas redes sociais.

Reduzir o desmatamento é mais do que primordial para que possamos salvar o pulmão verde do planeta. E não pense que nós não podemos fazer nada. Todo mundo pode. Podemos começar reduzindo a quantidade de carne da nossa dieta. Que tal?

Com informações de Hypeness

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