Andie MacDowell , atriz de 63 anos, que conquistou Hugh Grant em Quatro Casamentos e um Funeral, provocou alvoroço quando apareceu no tapete vermelho de Annette no Festival de Cinema de Cannes com sua vasta cabeleira grisalha. Como tantas outras mulheres, Andie começou a transição na quarentena, mas ela tinha dúvidas sobre como sua nova cabeleira prateada seria recebida e até considerou usar uma peruca para “agradar os outros” para que não fosse muito impactante passar pela transição em frente as câmeras. Foi o que ela disse à edição norte-americana da Vogue em uma entrevista em que defende que seus cabelos grisalhos “são uma demonstração de poder”.

“No início da quarentena, meu cabelo começou a crescer e cada vez que meus filhos me viam, diziam que meus cabelos grisalhos ficavam muito bem. Fazia um coque e pareciam dois potes de sal e pimenta, preto e prateado. Gosto de me comparar com George Clooney porque, por que não? Durante muito tempo pensei que já era hora de que eu, pessoalmente, fizesse essa transição, porque senti que era apropriado para a minha personalidade e para quem sou. Durante o confinamento, tive muito tempo livre e fiquei obcecada por Jack Martin, que penteava o cabelo de Jane Fonda. Compartilhei essas fotos de Jane com muita gente e dizia a elas, ‘Olhe, quero fazer isso’”.

Busquei inspiração em mulheres reais

“Não encontrei referências de cabelos assim em famosas na internet. Minha inspiração foram mulheres não famosas. Comecei a procurar no Instagram. Você sabe como as redes sociais funcionam… quando você começa a ver uma coisa, aparecem automaticamente. Então, todas essas cabeleiras no Instagram que estão ficando prateadas, eu comecei a olhá-las. Estava olhando para mulheres reais que estavam em transição para os cabelos grisalhos, bem como mulheres mais jovens na casa dos cinquenta anos que optavam pelo natural. Você podia ver o antes e o depois, e eu gosto dos depois. Mas todo mundo tem seu gosto pessoal! Esse é o meu gosto. Tenho duas irmãs mais velhas do que eu e provavelmente tingirão o cabelo para sempre. É isso que são!”.

Discriminação no trabalho e autoimposição 

“Consegui um trabalho e muito rapidamente tive que decidir sobre o que ia fazer. De fato, meu manager me disse: ‘Não é o momento’. Eu me impus: Acho que você está equivocado, serei mais poderosa se aceitar onde estou agora. É o momento, porque daqui a dois anos vou completar 65 anos. Se não fizer isso agora, não terei a oportunidade de ser sal e pimenta. Sempre quis ser sal e pimenta!”.

Me sinto mais jovem agora, porque parece mais natural

“Pesquisei no Google atores com cabelos sal e pimenta. Existem muitos homens que o fazem! Um deles contou que quando se via com os cabelos tingidos, parecia que estava tentando parecer mais jovem. Acho que foi isso que começou a acontecer comigo. Acho que a idade no meu rosto, para mim, em minha opinião pessoal, não combinava mais com os meus cabelos. De alguma maneira, sinto que aparento ser mais jovem agora, porque parece mais natural. Não é como se estivesse tentando esconder algo. Acho que é um movimento, uma demonstração de poder, e era isso que dizia aos meus managers. É exatamente o que preciso fazer agora”.

RECOMENDAMOS






As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.