“Não, eu não estou ficando velha. Estou ficando seletiva, apostando meu tempo em mim mesma!”

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“Você está ficando velha “, me disseram, ” você já deixou de ser você, você está se tornando amarga e solitária”.

-“Não”, respondi. “Eu não estou ficando velha, eu estou me tornando sábia. Eu deixei de ser alguém que apenas agrada os outros para me transformar em alguém que me agrado em ser, eu parei de procurar a aceitação dos outros para aceitar a mim mesma e deixei atrás de mim os espelhos mentirosos que enganam sem piedade.

Não, eu não estou ficando velha. Estou me tornando assertiva, seletiva com lugares, pessoas, costumes e ideologias. Eu já deixei ir apegos, dores desnecessárias, pessoas tóxicas, almas doentes e corações podres, não é por amargura, é simplesmente por saúde.

Deixei as noites de festa por insônias de aprendizado, parei de viver histórias e comecei a escrevê-las, deixei de lado os estereótipos impostos, parei de levar maquiagem na minha bolsa, agora levo um livro que embeleza a minha mente. Troquei os drinks alcoólicos por goles de café, esqueci-me de idealizar a vida e comecei a vivê-la.

Não, eu não estou ficando velha. Levo na alma o frescor da vida e no coração a inocência de quem diariamente se descobre. Carrego nas mãos a ternura de um casulo que ao abrir-se expandirá as suas asas a outros lugares inatingíveis para aqueles que só procuram a frivolidade do material.

Levo no meu rosto o sorriso, que se escapa travesso ao observar a simplicidade da natureza. Levo nos meus ouvidos o canto das aves alegrando o meu andar.

Não, eu não estou ficando velha. Estou ficando seletiva, apostando no meu tempo para o intangível, me dando a mim mesma”.

– Marisol Lopez Parra

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