A Síndrome da Desordem Pós 40 anos: uma crônica tragicômica que você gostará de ler

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A todos que já passaram dos 40 anos, um abraço. E quem não passou, tente não rir, pois um dia você vai chegar lá. Para quem já passou dos 40 vai estar com os mesmos sintomas tragicômicos que eu. Acabaram de descobrir que esses sintomas têm um nome: Síndrome da desordem pós 40 anos. E o melhor jeito de explicar o que essa coisa significa, é contando como foi o meu dia. Confira:

Outro dia decidi lavar o carro: peguei nas chaves e fui em direção a garagem, quando notei que tinha correspondência em cima da mesa. Ok, vou lavar o carro, mas antes vou dar uma olhadinha, pois pode ser alguma coisa urgente. Ponho as chaves do carro na escrivaninha ao lado e, olhando o correio vejo que tem algumas contas para pagar e muita propaganda inútil, pelo que decido jogá-la fora, mas vejo que o cesto do lixo está cheio.

Então lá vou eu esvaziá-lo. Coloco as contas sobre a escrivaninha, mas lembro-me que há um banco eletrônico perto de casa e vou primeiro pagar as contas. Coloco o cesto de lixo no chão, pego as contas e vou em direção a porta. Onde está o cartão do banco? No bolso do casaco que vesti ontem.

Ao passar pela mesa do jantar, olho para uma cerveja que estava bebendo. Vou buscar o cartão, mas antes vou guardar a cerveja na geladeira. Vou em direção à cozinha quando noto que a planta no vaso parece murcha, é melhor por água antes. Coloco a cerveja na mesa da cozinha quando… Ah! Achei meus óculos! Estava à procura deles há horas! É melhor guardá-los já! Pego um jarro, encho-o de água e vou em direção ao vaso. No caminho para o vaso encontro o controle remoto da televisão em cima da pia! À noite quando quiser ligar a TV não vou lembrar de procurar na cozinha. É melhor levá-lo já para a sala. Mas…

Ponho os óculos sobre a mesa e pego no controle remoto. Coloco água na planta, mas caiu um pouco no chão. Deixo o controle remoto no sofá e vou buscar um pano. Vou andando pelo corredor e penso que precisava trocar a moldura de um quadro. Estou andando e já não sei o que ia fazer! Ah! Os óculos… Depois! Primeiro o pano. Pego nele. Vou em direção ao vaso, mas vejo o cesto do lixo cheio.

Final do dia: o carro continua por lavar, as contas não foram pagas, a cerveja lá está, quentinha, a planta levou só metade da água, não sei do cartão do banco, nem onde estão a chaves do carro! Quando tento entender porque é que não fiz nada hoje, fico atônito, pois estive ocupado o dia inteiro!

Percebo que isto é uma coisa muito séria e que tenho que ir ao médico, mas antes, acho que vou ver o resto do correio… E agora? sinceramente não sei!

Autor desconhecido. Se você souber de quem é autoria deste texto, por favor, entre em contato. Ficaremos felizes em creditar. (redacao.revistaraizes@gmail.com)

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