“Sinto um temor quando compreendo quão pouco de mim é meu” – Fernando Pessoa

Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.

Fernando Pessoa

PESSOA, F. Poesias Inéditas (1930-1935). Lisboa: Ática. 1955. (imp. 1990). p. 159.

“Sinto, por vezes, um temor espantado das minhas inspirações, dos meus pensamentos…quando compreendo quão pouco de mim é meu”.
Fernando Pessoa
(Em Aforismos e afins)

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