A rotação da Terra está acelerando. E pode ser que a gente precise “saltar” o tempo para “alcançar” o movimento do planeta. Seria a primeira vez na história que um segundo seria deletado dos relógios internacionais.

Em 2020 foi registrado o dia mais curto da história, desde que foram iniciadas as medições, há 50 anos. Em 19 de julho de 2020, o planeta completou sua rotação 1,4602 milésimo de segundo mais rápido que os costumeiros 86.400 segundos (24 horas).

Essas pequenas mudanças na duração dos dias só foram descobertas após o desenvolvimento de relógios atômicos superprecisos, na década de 1960. Inicialmente, percebeu-se que a velocidade de rotação da Terra, quando gira em torno de seu próprio eixo resultando nos dias e noites, estava diminuindo ano após ano.

Há um debate internacional sobre a necessidade deste ajuste e o futuro do cálculo do tempo. Cientistas acreditam que, ao longo de 2021, os relógios atômicos acumularão um atraso de 19 milésimos de segundos.  Sistemas de navegação e de comunicação por satélite —que usam a posição da Terra, do Sol e das estrelas para funcionar— podem ser impactados mais brevemente. As informações são da UOL.

São os oficiais do Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (Iers), em Paris, França, que monitoram a rotação da Terra e os 260 relógios atômicos espalhados pelo mundo, que avisam quando é necessário adicionar —ou eventualmente deletar— algum segundo.

A velocidade de rotação da Terra varia constantemente, dependendo de diversos fatores, como o complexo movimento de seu núcleo derretido, dos oceanos e da atmosfera, além das interações gravitacionais com outros corpos celestes, como a Lua. O aquecimento global, e consequente derretimento das calotas polares e gelo das montanhas também tem acelerado a movimentação.

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