O que você sabe sobre o metaverso? O que você espera dessa inevitável realidade virtual que está batendo em nossa porta? Bill Gates, em artigo publicado em 07/12, afirmou que nos próximos dois ou três anos a maioria das reuniões virtuais feitas por vídeos em câmeras, serão num espaço 3D com avatares digitais.

“Nos próximos dois ou três anos, prevejo que a maioria das reuniões virtuais se moverá das imagens de câmeras 2D para o metaverso, um espaço 3D com avatares digitais. O Facebook e a Microsoft recentemente revelaram suas visões para isso, o que deu à maioria das pessoas a primeira visão de como será”, escreveu.

Para ele, a ideia é que as pessoas “usem seus avatares para se encontrar em um espaço virtual que replique a sensação de estar em uma sala real”, e reforçou que, para fazer isso, será preciso ter óculos de realidade virtual e luvas de captura de movimentos, para “capturar com precisão suas expressões, linguagem corporal e a qualidade de sua voz”.

Segundo Gates, a adoção de novas tecnologias necessárias para a melhor experiência no metaverso é o principal fator para que o modelo de realidade virtual demore alguns anos para se consolidar: “A maioria das pessoas ainda não possui essas ferramentas, o que retardará um pouco a adoção [do metaverso]. Uma das coisas que possibilitaram a rápida mudança para as videoconferências foi o fato de que muitas pessoas já tinham PCs ou telefones com câmeras”.

O que é o metaverso?

O metaverso não é uma novidade e muito menos uma criação do Facebook. O conceito surgiu no livro de ficção científica Snow Crash, do escritor Neal Stephenson, em 1992. Na história, o metaverso é um mundo virtual em 3D povoado por avatares de pessoas como nós, interagindo com diversos tipos de experiências. É daqui a origem do termo e de suas principais ideias.

Na visão do investidor Matthew Ball, especialista no assunto e autor do Metaverse Primer: “O metaverso é uma rede permanente de mundos em 3D renderizados em tempo real e simulações que suportam a continuidade de identidade, objetos, história, pagamentos e direitos, que podem ser experimentados de forma sincronizada por um número efetivamente ilimitado de usuários, cada um com um senso de presença individual”.

É pensando neste tipo de situação que a nova empresa de Mark Zuckerberg, a Meta, está testando espaços para reuniões virtuais, mediadas por avatares. Um recurso que também vem sendo testado pela Microsoft em sua plataforma Teams, ou pela Gather, muito popular nos Estados Unidos da América. De acordo com essa visão, poderemos experienciar novas formas de interação em situações consideradas chatas ou maçantes.

E você, o que sabe e pensa sobre o metaverso? Você gostaria de saber mais? Gostaria que produzíssemos um artigo mais completo sobre este assunto, abordando teoria, prática, prós, contras e efeitos em nossa saúde mental? Deixe seu comentário.

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